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published on July 27, 2003

A Lista “Top 14” do Rio de Janeiro

by Alexandre Raposo


Thales Pereira
O Rio Abaixo (2003, acrílica sobre tela)
Rio de Janeiro - Do Editor: Carioca da gema, o escritor e jornalista Alexandre Raposo tem um bom senso de humor quando se trata da sua cidade natal de Rio de Janeiro.

1. MORRO DA MANGUEIRA À NOITE: Afora o pagodão, o espetáculo das balas traçantes é imperdível. Pena que Dona Zica já morreu pois a feijoada dela era um sus.

2. EXCURSÃO A VILAR DOS TELES: O foco da dengue no estado. Vale à pena conhecer. As nuvens de mosquito fazem maravilhosos motivos abstratos no ar fedegoso.

3. UMA TARDE EM BANGU: Enquanto todos os termômetros marcam 40, os de Bangu marcam 55. Se o sujeito for astronauta, já pode ir treinando para o primeiro vôo tripulado a Mercúrio. Se der sorte, o gringo ainda pode assistir alguma fuga espetacular do presídio de segurança máxima mais vazado do mundo.

4. CALÇADÃO DA GLÓRIA: Para quem gosta de pegar pelo avesso, é o lugar a visitar. Travestis bilingües, camisinha grátis.

5. CENTRO: O quebra-quebra dos camelôs é um espetáculo magnífico, comparável, talvez, à desova dos salmões no Yukon. Tumulto generalizado. Porrada pra todo lado. Marcar antes com a Defesa Civil, pedindo blitz para inglês ver.

6. LINHAS AMARELA E VERMELHA: Lembra-se dos antigos filmes de faroeste? Pois é. Nestas duas vias expressas, você pode reviver aquela cena da diligência sendo atacada por um bando de indígenas selvagens e sangüinários. Carro blindado é obrigatório.

7. TREM DA CENTRAL: Turismo radical é isso aí! Venha conhecer as Baixada Fluminense de dentro de um trem apinhado de gente fedida e mal paga. O ponto final é em Vasconcelos, mas se você conseguir chegar a Coelho Neto vivo, ganha, de brinde, a oportunidade de disputar um campeonato de surfe ferroviário com os cobras do pedaço.

8. QUALQUER DELEGACIA DE POLÍCIA: Gosta de ver cenas chocantes e violentas? Deixe de lado esses filmes babacas de karatê. Nas delegacias cariocas o pau come de verdade. Como dizem os policiais: "aqui é onde o filho chora e a mãe não ouve".

9. ASSEMBLEIA ESTADUAL: Patrimônio natural da humanidade. A maior reserva de ladrões, corruptos e filhos da puta do planeta. Vale à pena conferir.

10. PORRINHA NA BARCA RIO-NITERÓI: Para quem deseja conhecer o lado malandro do carioca em curso mais-que-intensivo. Na popa das lanchas, há sempre um sujeito simpático que sugere a algum otário "jogar porrinha para passar o tempo da viagem". Outros simpáticos à volta, em verdade comparsas do primeiro, se juntam à roda. Com sorte, o sujeito sai dali ainda com a roupa do corpo após ser limpo pelo bando. Na pior das hipóteses, é jogado na Baía de Guanabara e tem de voltar a nado.

11. MÁQUINAS CAÇA-NÍQUEIS: Em qualquer boteco da cidade, a qualquer hora do dia, é um barato parar e observar o bando de marmanjos ociosos que se reúne ao redor daquelas máquinas caça-níqueis paraguaias que abundam na Cidade Maravilhosa. Se o turista tiver paciência poderá se divertir um bocado, pois sempre sai briga entre os jogadores, ou entre estes e o dono do boteco por conta de algumas moedas engolidas pela máquina. O barulho é insuportável mas a comédia vale o aborrecimento.

12. CARNAVAL DE RUA: Em outros tempos, era uma festa sem graça, com bandas organizadas tocando marchinhas carnavalescas, foliões fantasiados à rigor, confetes, serpentinas e lança-perfume. Hoje, graças às evoluções sociais e tecnológicas, o carnaval de rua evoluiu para um bando de homem suados e sem camisa (e mulheres suadas e sem-vergonha) sentados em mesas e cadeiras de metal, comendo churrasquinho de gato, bebendo cerveja quente em copo de plástico, ouvindo pagode através de um aparelho com alto-falante estourado e comentando: "Pô, o Nelson Pagodinho é realmente um grande músico!"

13. BANHEIROS DA CENTRAL DO BRASIL: Para quem gosta de ver a vida como ela é. Rola de tudo, de vendedor de papel higiênico a metro a presunto desovado. Depois das dez da noite, ninguém é de ninguém e o lugar se transforma no maior boquetódromo do mundo.

14. FESTA FUNK: Área de altíssimo risco de vida para gringos, turistas e simpatizantes. Algo como comer fugu na Liberdade preparado por um cozinheiro cearense bêbado de caipirinha de saquê. Contudo, se o sujeito conseguir um bom disfarce e sobreviver à contenda, vai poder dizer que foi ao inferno e voltou. Convém saber de memória o novo hit do momento: "pocotó-pocotó-pocotó, minha eguinha pocotó. Lacraia!"

O romance O Quinto Frasco de Michael Palmer faz referência a esta matéria.

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